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Porto Alegre, 20 de novembro de 2017.
Arquivo Histórico

(15/09/1979) O PRIMEIRO RALLYE COM ÁLCOOL COMBUSTÍVEL NO MUNDO
09/01/2006


No dia 2 de Agosto de 1979 foram proibidas, pelo Conselho Nacional do Petróleo, órgão do governo federal, as provas automobilísticas com o uso de gasolina como combustível.
A Confederação Brasileira de Automobilismo, na pessoa do seu Presidente Dr. Charles Naccache passou a lutar, então, pela liberação do Álcool Hidratado como combustível alternativo.
Foi conseguida a liberação no dia 6 de Agosto, e após todos os ajustes necessários para a conversão de combustível, no dia 7 de Setembro, no autódromo do Rio de Janeiro em Jacarepaguá, foi organizado o Primeiro Festival do Álcool, com todas as categorias de pista do automobilismo brasileiro correndo no mesmo dia.

Coube ao CLUBE PORTO ALEGRE DE RALLYE o privilégio de ser o primeiro organizador no mundo de uma prova de Rallye onde todos os veículos competidores estariam usando álcool hidratado como combustível.
A prova foi válida pela 5° etapa do Campeonato Gaúcho de Rallye de Regularidade e foi disputada em 15 de Setembro de 1979.
Com o nome de I RALLYE ÓLEO FIAT DO SUL foi realizada na região serrana entre Canela e São Francisco de Paula tendo como “quartel general” o Hotel Laje de Pedra.
A Comissão Organizadora deste rallye histórico era formada por:
Diretor da Prova: Ladislau Ângelo Barsé
Diretor Técnico: Milton Fensterseifer
Diretor de Computação: Henrique Jorge Brodbeck
Diretor de Roteiro: Sérgio Luiz Kehl
Diretor de Cronometragem: Armênio Pereira Filho
Diretor de Promoção: Marcos Aurélio Schwan
Diretor de Divulgação: Aury Giovani Klein
Diretor Tesoureiro: Carlos Alberto Barcellos
Comissário Desportivo: Werner Spenner

As atrações da prova eram várias. Além do uso, pela primeira vez, do álcool combustível nas competições de regularidade. Na chegada da prova de regularidade seria disputado um slalon e dois primes de velocidade com regulamentação “tipo F.I.A”.
Estas seriam as novidades:

- A estréia dos primos Ernesto e Carlos Farina (tetra-campeões brasileiros), agora competindo com o Fiat 147 N° 284, da Equipe Azaléia;


Carlos Farina e Ernesto Farina agora defendem a Equipe Azaléia

- A estréia de Gilberto Hoff/Luiz Afonso Franz com o Volkswagen Passat TS N° 213, da Equipe Gaúcha Car;


Luiz Afonso Franz e Gilberto Hoff agora na Gaúcha Car na vaga dos primos Farina

- O retorno da dupla Cláudio Müller/Carlos Güido Weck às provas de regularidade e precisão, com o Fiat 147 N° 252, da Equipe APLUB;


Cláudio Müller/Carlos Güido Weck tiveram o carro preparado nas oficinas da revenda Jardim Itália

- Outra estréia com a nova composição da dupla Luiz Fernando Moreira/José Luiz Abbud no Fiat 147 N° 226;

- A participação de seis duplas femininas do Team Aseptogyl/Concessionárias Fiat, as “Panteras Cor de Rosa”.

As seis duplas femininas foram selecionadas de um universo de 38 candidatas.
A chefe da Equipe Francesa “Pantheres Roses”, Yveline Vanoni esteve em Porto Alegre junto do gerente de competições da Fiat Automóveis, Renato Beni para entrevistar e testar as jovens candidatas.


Yveline Vanoni das “Pantheres Roses”

Um coquetel realizado na sexta-feira antes da prova, no Porto Alegre Country Club, serviu para a apresentação das seis duplas selecionadas para a equipe feminina de rallye. Esta estrutura toda é de deixar qualquer rallyzeiro com “inveja” pois além do patrocínio principal da Fiat Automóveis (através de sua rede de concessionárias) e do dentifrício Aseptogyl tem “de quebra” o co-patrocínio de conhecidas empresas como: Faróis Cibié, Surdinas Kadron, Lan Chile Linhas Aéreas, Club Méditerranée, Pneus Pirelli, Martini Rosé, Poupança Continental, Chelmi Feminina, Óleo Fiat.


Rosmari Testa uma das escolhidas para a Equipe Aseptogyl/Fiat, durante a prova de seleção

Os organizadores tiveram superadas as mais otimistas previsões, já que 32 carros com motor a álcool, solicitaram inscrição para esta prova histórica.
Havia dúvidas quanto à quantidade de concorrentes devido aos gastos necessários para transformação dos motores à gasolina para o álcool hidratado.
Inclusive na categoria novato, a presença de 12 duplas foi considerada muito boa, pois muitos concorrentes nesta categoria seriam obrigados a usar o carro de passeio com motor convertido para o álcool.
Em um clima de bastante descontração foi realizado na terça-feira à noite, anterior a prova, na sede do CPR, o sorteio da ordem de largada para a prova.
No início do sorteio um fato rotineiro repetiu-se: Gilberto Hoff/Luiz Afonso Franz, mais uma vez, tomaram a “pole position” entre os Graduados.
Depois de realizado o sorteio, Hoff começou a contar quantas vezes já largou na frente:
“De dez provas que participamos nos últimos meses, largamos sete vezes na pole”.
Em tom de brincadeira, ele disse:
“Já cansei”.

Na categoria Graduado duas duplas “estrangeiras” estavam presentes. Do Paraná, os participantes assíduos das etapas realizadas no Rio Grande do Sul, Alceu Colnaghi/Alexandre Gutierrez que trouxeram o seu Volkswagen Passat TS N° 711, visando um teste mais exigente do motor a álcool, preparando-se assim para o campeonato do seu estado.
De São Paulo, inscritos de “última hora” Ricardo Costa/João Carvalho com Volkswagen Sedan 1600 cm³ N° 403.

Na noite de quarta-feira anterior a prova foi apresentado o Fiat 147 N° 57 da Equipe Piemonte Veículos, revenda Fiat de Caxias do Sul, que tem como diretor Francisco Solé, que também é o piloto do carro. Detalhe é que foi desenvolvido, nas oficinas da própria revenda, para o uso do álcool um motor de 1048 cm³, ao contrário dos demais que prepararam os de 1300 cm³. Segundo Solé:
“O rendimento do carro é excelente”.


Era comum a apresentação de um carro, dupla ou equipe em um “concorrido” coquetel como este na Piemonte Veículos em Caxias do Sul

Na quinta-feira, às vésperas da prova, a maioria das equipes estavam com seus carros prontos, mas na Azaléia ainda existia um pouco de preocupação, pois os Fiat 147 N° 280 e 282 ainda não haviam chegado de Betim, Minas Gerais, onde tiveram seus motores transformados para utilização de álcool na própria fábrica.
A equipe das Panteras Cor de Rosa também esperava pelos seus seis carros.
Detalhe que deve ser mencionado é o fato da transformação dos quatro Volkswagen Passat TS da equipe Gaúcha Car para álcool, ter sido feita nas próprias oficinas daquela revenda, sob a orientação do engenheiro e chefe de equipe, Christiano Nygaard.
Segundo o piloto:
“Todos os problemas foram favoravelmente equacionados não sendo constatada nenhuma falha em seu funcionamento. Ao contrário, apresentaram torque maior que o motor a gasolina”.
Testes e rallyes simulados foram feitos, sem qualquer anormalidade, deixando a equipe do “manager” Lairson José Kunzler confiante para a prova.

Com a novidade do uso de álcool hidratado como combustível para a prova vem também outro tipo de problema que é justamente o de abastecimento do novo combustível.
Turmas de socorro das Equipes Gaúcha Car, Azaléia e Aseptogyl já estavam sendo preparadas para a necessidade de um reabastecimento durante a competição, uma vez que não se conhece, ainda, o consumo de álcool nas provas de Rallye. Como o Rallye é de 100 quilômetros não haverá problemas durante a corrida, e sim posteriormente, para o deslocamento.

A PROVA

Antes de comentar sobre a prova, uma palavra sobre a organização.
Esteve perfeita, com elogios unânimes de todas as duplas participantes, que ressaltaram o mérito do roteiro incluir estradas secundárias da região praticamente sem movimento, coisa não muito fácil em Canela e São Francisco de Paula, especialmente em um final de semana. Os organizadores souberam escolher os percursos que exigiu, não só o piloto, como também o navegador e o carro, este muito sacrificado pelo piso duro, com muitas pedras.
Apesar do roteiro ter sido traçado por estradas muito estreitas com piso duro e cheio de pedras soltas, numa região serrana, o índice técnico foi excelente, pois foram poucos os concorrentes que abandonaram a prova.
Nenhum acidente grave foi registrado tendo apenas sido registrado algumas derrapadas com leves batidas nos barrancos.
A destacar também, a colaboração recebida pelos organizadores da Prefeitura Municipal de Canela, tendo a frente o prefeito Günther Siefrid Schlieper e do Hotel Laje de Pedra, onde a relações públicas Roselane Stumpf Neutzling, foi incansável no atendimento aos rallyzeiros, imprensa e equipes, já que o hotel foi a base da prova.

1° PARTE

Sob uma temperatura média de 10° C e muito sol, pontualmente as 10 horas e 30 minutos foi dada a largada em frente ao Hotel Laje de Pedra para o primeiro carro concorrente do I RALLYE ÓLEO FIAT DO SUL, inaugurando, assim, oficialmente, a era do álcool no Rallye brasileiro e mundial.
Todos os veículos participantes estavam ostentando os dizeres: “MOVIDO A ÁLCOOL”.
Após uma etapa de aproximadamente 55 quilômetros de duração, as duplas chegaram ao neutralizado de almoço, reabastecimento e assistência mecânica em São Francisco de Paula na Churrascaria Campo do Meio com duração de 120 minutos.
Aguardado com interesse a “estréia” de Gilberto Hoff/Luiz Afonso Franz, agora com o Volkswagen Passat TS N° 213 da Equipe Gaúcha Car, tiveram um início de prova muito bom.
Estavam entre os primeiros colocados quando tiveram o cárter furado em uma pedra, quase ao final da 1° parte. Mesmo tendo perdido todo o óleo na estrada, com a bomba em zero, prosseguiram até o neutralizado.
Com um início inseguro, desconhecendo ainda o piloto as reações do novo carro que só tivera contato na véspera da corrida, a outra dupla “estreante” Ernesto Farina/Carlos Farina com o Fiat 147 N° 284 da Equipe Azaléia, iniciou perdendo 3 pontos em cada um dos 4 primeiros PC’s que em situação diversa poderia ser sensivelmente menos. Após, foram muito bem, inclusive “zerando” dois controles.
Mas este mau início, foi para eles, fatal em termos de obterem o 1° lugar ao final da prova.


Ernesto e Carlos Farina em fase de adaptação ao Fiat 147

Outra dupla que enfrentou problemas nesta primeira parte da prova foi a do Volkswagen Passat TS N° 211 da Equipe Gaúcha Car, com Marcelo Aiquel/Ronaldo Monteiro que teve partido o cabo do instrumento de medição e posteriormente furaram um pneu, prosseguindo assim mesmo por uns 15 quilômetros.
Pouco antes da largada a dupla da Equipe Aseptogyl/Fiat - “Panteras Cor de Rosa” do Fiat 147 N° 278 formada por Marlene Vogel/Gesiléia Cyntrão, apontada, inclusive, como uma das favoritas, teve o seu “twinmaster” não funcionando. Foi realizado então um conserto de emergência.
Devido a isso, passaram atrasadas no 7 primeiros postos, perdendo 1.000 pontos em cada um.
Outra dupla desta Equipe no Fiat 147 N° 273 formada por Carla Ferrareze/Neusa Farina (irmã de Carlos Farina) por inexperiência, pararam para trocar um pneu, quando faltavam poucos quilômetros para o encerramento da primeira etapa, quando deveriam ter prosseguido assim mesmo até o neutralizado.
Finalizando as duplas com problemas nesta primeira parte temos Paulo Adams/Gilberto Schury com o Fiat 147 N° 282 da Equipe Azaléia, que tiveram um pneu dianteiro furado.
A dupla Jorge Fleck/Silvio Klein com o Volkswagen Passat TS N° 212 da Equipe Gaúcha Car “zeraram” (isto é, passaram na hora ideal) nos três primeiros postos secretos de cronometragem e lideraram o Rallye nesta primeira etapa.
Fazendo também excelente prova, “zerando” dois PC’s (o 3° e o 6°) e perdendo nesta primeira etapa apenas para Fleck/Klein por uma diferença mínima, tínhamos Pedro Adams/Yvonoff Oliveira com o Fiat 147 N° 283 da Equipe Azaléia.
Na categoria Novato a dupla do Volkswagen Passat N° 70 da Equipe Gigi Modas, de Paulo Noschang/Aldo Pastore fizeram uma ótima primeira parte e estavam liderando até o neutralizado.


Paulo Noschang/Aldo Pastore lideravam ao termino da 1° etapa na Categoria Novato

NEUTRALIZADO

O reabastecimento de todos os concorrentes no neutralizado teve a grande colaboração da Engarrafadora Schiavon produtora do álcool Fogo Olímpico que colocou um caminhão tanque do produto a disposição.
Inclusive o caminhão regressou a Canela, ao final da prova, permitindo que as duplas não tivessem qualquer dificuldade para o retorno dos carros para suas cidades de origem.
Para completar o “serviço” fornecido pelos organizadores do CLUBE PORTO ALEGRE DE RALLYE, a Promax Bardhal testou, nos motores, o aditivo anticorrosivo Proal.

2° PARTE

A segunda parte da prova teve início com os concorrentes retornando a Canela rumo à praça central daquela cidade, sendo esta parte da tarde, de aproximadamente 45 quilômetros, considerada bem mais difícil.
Durante o neutralizado foi providenciada a troca do cárter e da bomba de óleo do carro N° 213 de Hoff/Franz que acabaram largando 13 minutos atrasados nesta segunda parte da prova. Porém os danos sofridos pelo motor por trabalhar sem óleo determinaram o abandono logo no segundo trecho.
Outra dupla da Gaúcha Car continuou com problemas, O N° 211 de Aiquel/Monteiro teve o cabo do acelerador trancando antes de acionar o carburador, terminado por partir-se e deixar a dupla sem condições de concluir o percurso. Apesar de todos os problemas ainda obtiveram o 8° lugar e mais três pontos no Campeonato.
Completando a “seção de pneus furados em uma só prova”, a dupla do N° 282 Adams/Schury furou mais dois (um dianteiro e um traseiro) totalizando três pneus furados ao final da prova. Perdendo então por completo qualquer chance de melhor colocação. Em um esforço enorme, andando “só no aro” evitaram a passagem em alguns PC’s fora do tempo limite e, mercê desse espírito de esportividade ainda classificaram-se em 6° lugar.


Paulo Adams/Gilberto Schury entraram muito “quente” nesta curva, chegando até a valeta. Mesmo com problemas nos “pneumáticos” obteve o 6° lugar

Mantendo-se firme no segundo lugar atrás somente dos “impecáveis” Fleck/Klein, a dupla do N° 283 Pedro Adams/Yvonoff de Oliveira foi surpreendida pelo motor fundido devido terem o cárter furado por uma pedra.
A dupla feminina do Fiat 147 N° 275 de Silvana Tasca/Carmen Rebouças, da Equipe Aseptogyl/Fiat, teve uma batida lateral em um pontilhão, mas completou a prova.


Silvana Tasca/Carmen Rebouças tiveram “problemas” com um pontilhão, mas completaram a prova em 4° lugar

Em sua volta as provas de regularidade a dupla, Cláudio Müller/Carlos Güido Weck, não foi bem por causa de alguns erros (inclusive de roteiro) motivados pela falta de um maior “re-entrosamento” da dupla.
Também erros de navegação do Fiat 147 N° 281 de Jorge Ullmann/Luiz Milano da Equipe Azaléia acabaram prejudicando a classificação da dupla, que poderia ser melhor que o 5° lugar no final.
Os organizadores prepararam duas dificuldades tipo “pega ratão”, onde várias duplas se deram mal. Muitas de renome, chegando a provocar a “debandada” do cronometrista, que se considerava seguro em seu posto de controle. Um dos postos acabou sendo anulado para os novatos e “panteras” mas foi válido para a graduados.
Müller/Weck e Nygaard/Reolon foram duplas que, em tempo, se deram conta do erro, enquanto outros prosseguiam a pleno.


Christiano Nygaard/Neri Reolon em um trecho de curvas em seqüência, característica da região serrana

Na segunda parte da prova Fleck/Klein continuaram com sua regularidade (como, aliás, é o Rallye) e “zeraram” mais dois PC’s, terminando com um N-1 de somente 7 pontos e totalizando 34 pontos perdidos em 17 postos de cronometragem.
Tudo isto se traduziu na vitória para eles na categoria Graduados no I RALLYE ÓLEO FIAT DO SUL.
Também, proporcionou a segunda vitória consecutiva da dupla (eles já haviam ganhado a 4° etapa, o RALLYE MOBIL–JARDIM ITÁLIA) e garantiu o título de Navegador Campeão Gaúcho de 1979 para Silvio Klein (terceiro título consecutivo).


Jorge Fleck/Silvio Klein rumo a vitória na estrada de “pedras soltas”

Devido às péssimas passagens na parte da tarde nos postos 11,14 e 17, a dupla Noschang/Pastore acabou terminando a prova em 2° lugar na Categoria Novato, deixando a vitória para a dupla Ricardo de Lara/Antônio Largura do Fiat 147 N° 87 da Equipe Estância do Chalé-Brenner.


Ricardo Lara/Antonio Largura venceram na Categoria Novato

Nas duplas femininas – “Panteras Cor de Rosa”, a dupla Carla Ferrareze/Neusa Farina manteve muita regularidade, obtendo a vitória com mais de três mil pontos de vantagem sobre a dupla segunda colocada da mesma Equipe, Rosmari Testa/Ana Elizabeth Von Mühlen com o Fiat 147 N° 274.


O Fiat 147 N° 273 vencedor na Categoria Feminina com Carla Ferrareze/Neusa Farina

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CATEGORIA GRADUADO

1°) N° 212 Jorge Raimundo Fleck/Silvio Paulo Klein – Volkswagen Passat TS - Equipe Gaúcha Car – 34 pontos perdidos
2°) N° 284 Ernesto Alexandre Farina/Carlos Alberto Farina – Fiat 147 - Equipe Azaléia – 41 pontos perdidos
3°) N° 280 Ernani Corrêa Dieterich/Paulo José Veeck – Fiat 147 - Equipe Azaléia – 57 pontos perdidos
4°) N° 214 Christiano Rodolfo Nygaard/Neri Carlos Reolon – Volkswagen Passat TS - Equipe Gaúcha Car – 145 pontos perdidos
5°) N° 281 Jorge Luiz Ulllmann/Luiz Caldas Milano – Fiat 147 - Equipe Azaléia – 322 pontos perdidos
6°) N° 282 Paulo João Adams/Gilberto Fonseca Schury – Fiat 147 - Equipe Azaléia – 1046 pontos perdidos
7°) N° 711 Alceu Colnaghi/Alexandre Gutierrez – Volkswagen Passat TS - Equipe Colnaghi/Tubos Jacaré – 1060 pontos perdidos
8°) N° 211 Marcelo Souza Aiquel/Ronaldo Fróes Monteiro – Volkswagen Passat TS - Equipe Gaúcha Car – 1108 pontos perdidos
9°) N° 226 Luiz Fernando Maciel Riff Moreira/José Luiz Abud – Fiat 147 - Particular – 1524 pontos perdidos
10°) N° 403 Ricardo Costa/João Luiz Carvalho – Volkswagen Sedan 1600 - Equipe Viamec – 2073 pontos perdidos
11°) N° 252 Cláudio Ricardo Muller/Carlos Guido Weck – Fiat 147 - Equipe Aplub – 2287 pontos perdidos
12°) N° 225 Henrique Weidle Neto/Enio Schaab – Fiat 147 - Equipe Diagnosticar – 2891 pontos perdidos
13°) N° 283 Pedro Adams/Yvonoff Braga de Oliveira – Fiat 147 - Equipe Azaléia – 6030 pontos perdidos

Não completou:

N° 213 Gilberto Hoff/Luiz Afonso Franz – Volkswagen Passat TS - Equipe Gaúcha Car


Ernesto Farina/Carlos Farina recebendo os troféus do prefeito de Canela Günther Schlieper

CATEGORIA NOVATO

1°) N° 87 Ricardo Eichemberg de Lara/Antônio João Paiva Largura – Fiat 147 - Equipe Estância do Chalé – Brenner – 206 pontos perdidos
2°) N° 70 Paulo Roberto Noschang/Aldo Américo Pastore Bartel – Volkswagen Passat - Equipe Gigi Modas – 382 pontos perdidos
3°) N°18 João Antônio D’Avila/Evald Kurt Brinkhus – Volkswagen Brasília - Equipe Bristô/HDS – 948 pontos perdidos
4°) N° 77 Roberto Klein/Cezar Hermann – Volkswagen Sedan - Equipe Curtume Posada – 1115 pontos perdidos
5°) N° 44 Edmar E. Becker/Luciano Calaça Azzi – Fiat 147 - Equipe Imobiliária 25 de Julho – 1281 pontos perdidos
6°) N° 22 Flávio de Oliva Pinto/Augusto Scofano Mainieri – Fiat 147 - Equipe Grupo Oliva – 1541 pontos perdidos
7°) N° 13 José Carlos Silveira/Franz Haberler Jr. – Fiat 147 - Equipe Piemonte/II Sobrerodas – 2136 pontos perdidos
8°) N° 831 Leonel Euzébio de Paula Neto/José Carlos Caminha – Volkswagen Brasília - Equipe De Paula Topografia/Retiba – 2254 pontos perdidos
9°) N° 57 Francisco J. Solé/Jorge Carlos Brustolin – Fiat 147 - Equipe Piemonte/II Sobrerodas -3249 pontos perdidos
10°) N° 41 João Batista Rodrigues da Silva/Paulo Roberto Becker – Volkswagen TL - Equipe Bertoncini -6414 pontos perdidos

Não completaram :
N°47 Serguei Villanova Fortes/Delmar Villanova Martins – Volkswagen Sedan - Particular
N°75 Alexandre Noschang/Aimir Noschang Junior- Volkswagen Sedan - Equipe Diagnosticar/Representações Noll

CATEGORIA FEMININA – "PANTERAS COR DE ROSA"

1°) N° 273 Carla Beatriz Ferrareze/Neusa Maria Farina - Fiat 147 - Equipe Aseptogyl/Fiat – 1205 pontos perdidos
2°) N° 274 Rosmari Testa/Ana Elizabeth Von Mühlen – Fiat 147 - Equipe Aseptogyl/Fiat -4377 pontos perdidos
3°) N° 277 Jane Marks/Regina Maria Becker – Fiat 147 - Equipe Aseptogyl/Fiat – 5033 pontos perdidos
4°) N° 275 Silvana Tasca/Carmen Lúcia Rebouças – Fiat 147 - Equipe Aseptogyl/Fiat – 5385 pontos perdidos
5°) N° 276 Elizabeth Nygaard/Cléa M. B.Bertol – Fiat 147 - Equipe Aseptogyl/Fiat – 6849 pontos perdidos

Não completou:
N° 278 Marlene Vogel/Gesiléia Mello Cyntrão – Fiat 147 - Equipe Aseptogyl/Fiat


Neusa Farina/Carla Ferrareze no almoço da premiação no Laje de Pedra

ANÁLISE DA VITÓRIA

O jornalista Valter Böor descreveu assim a vitória de Jorge Fleck/Silvio Klein nas páginas do Jornal do Comércio:
“Para os leitores terem uma idéia do que foi o trabalho desse navegador e de sua esportividade, contaremos um fato acontecido no I RALLYE ÓLEO FIAT DO SUL.
Em primeiro lugar, diga-se de passagem, que Silvio Klein dificilmente levanta os olhos para a estrada, atento às anotações, cálculos, etc. Recebe do Fleck informações das aferições, finais de trecho, compenetrado ao máximo. E “cantava” para Jorge Fleck: zero, dois, um, zero, etc. significando o número de pontos perdidos em cada trecho.
Na etapa da tarde, vinha o Paulo Adams recuperando, pois havia furado um pneu (no total furou três...). Alertado pelo Fleck disse Silvio: “dá lugar para ele passar”.
Diminuída a marcha para permitir a ultrapassagem, tendo em vista serem estradas estreitas, logo em seguida havia um posto secreto de cronometragem. Pois Silvio Klein foi rápido nos cálculos, dizendo: “três atrasado devido a sairmos da média”.
(N. R - não existia a navegação integrada).
Conferida a ficha técnica, ao final do Rallye, a quase exatidão, pois ao invés de três centésimos fora da hora ideal como informara, passaram quatro centésimos, errando por apenas um centésimo!
Sua pior “cantada” foi de sete, conferindo exatamente com a ficha dos organizadores que acabou sendo seu N-1 (pior passagem em um PC).
Esta pequena história caracteriza o espírito de esportividade, pois não hesitaram em prejudicar-se a si próprios, para permitir a melhora de um companheiro. E muitas outras histórias acontecem durante os Rallyes, que dariam para se escrever um livro.”


ELOGIADO TRABALHO DO “PREPARADOR” NYGAARD

Depois de anunciado o resultado do I RALLYE ÓLEO FIAT DO SUL, o navegador Silvio Klein, que obteve o primeiro lugar em dupla com Jorge Fleck, fez questão de deixar registrado que o grande mérito de sua vitória devia-se ao excelente rendimento do Volkswagen Passat TS N° 212 da Equipe Gaúcha Car, mais particularmente, ao trabalho realizado pelo engenheiro Christiano Nygaard, responsável pela transformação dos motores à gasolina para álcool:
“O Nygaard fez um extraordinário trabalho, praticamente passando os últimos trinta dias “morando” na Gaúcha Car. Após liberado de seus afazeres profissionais, ficava até altas horas da noite desenvolvendo os motores a álcool.
Foi ele o responsável pelos nossos quatro carros, assim como o Passat N° 711, dos paranaenses Alceu Colnaghi/Alexandre Gutierrez.”

Indagado sobre o comportamento do carro, usando esta alternativa energética, Silvio Klein foi categórico:
“Olha, o álcool proporcionou até melhor desempenho, em virtude de proporcionar mais torque ao motor, fator essencial em provas de Rallye onde é mais necessária uma rápida saída de curva do que velocidade final. Não tivemos nenhum problema durante o percurso, comprovando o trabalho excepcional do chefe da nossa equipe”.


Na época se usava página inteira nos jornais para marcar uma vitória

PROVAS ESPECIAIS – PROVA CIDADE DE CANELA

Foram três provas especiais disputadas após a chegada do Rallye de regularidade.

Slalon: Canela-Centro, prova de habilidade entre balizas. Era também a largada do Prime 1- prova do tipo F.I.A.


A tranqüilidade de Rosmari Testa aguardando a largada do slalon da Prova Cidade de Canela

Prime 1 – Quilombo - Hotel Laje de Pedra, teve largada na estrada que liga Gramado a Canela, junto da Fábrica de Chocolate Caseiro em um trecho de 7.840 quilômetros, com descida de serra.
Na parte plana os carros alcançaram a maior velocidade de todo a prova especial, ultrapassando um pontilhão com as quatro rodas no ar.
A parte final desta etapa foi ao pé do Hotel Laje de Pedra. Neste local havia um mirante com uma posição privilegiada para o público.


Os primos Farina em plena ação no prime de velocidade

Prime 2 –Chapadão, continuação do prime anterior destacando-se, porém, a subida da montanha, na região de Chapadão. Este trecho teve 7,330 quilômetros, com muitas curvas fechadas, em um local chamado Lenheira, existia uma curva de quase 180° a esquerda que exigia muita habilidade dos pilotos para um “semi-cavalo-de-pau”.

Incidente: A dupla Flávio Pinto/Augusto Mainieri derrapou, caindo fora da estrada, mas sem maiores conseqüências, pois em seguida continuaram na prova.


Fleck/Klein ganharam também as especiais da Prova Cidade de Canela

Resultado final:
1°) N° 212 Jorge Fleck/Silvio Klein – 10’ 37”
2°) N° 214 Christiano Nygaard/Neri Reolon – 10’ 57”
3°) N° 280 Ernani Dietrich/Paulo Veeck – 11’ 11” (1º colocado categoria até 1300 cm³)
4°) N° 70 Paulo Noschang/Aldo Pastore – 11’ 15” (1º colocado categoria Novato)
5°) N° 281 Jorge Ullmann/Luiz Milano – 11’ 27”
11°) N° 274 Rosmari Testa/Ana Elizabeth Von Mühlen – 14’ 27” (1º colocado categoria feminina)
13°) N° 276 Elisabeth Nygaard/Cléa Bertol – 15’ 24” (não fosse a penalização de dois minutos a dupla seria a 1ª colocada na categoria feminina)
18°) N° 252 Cláudio Müller/Carlos Guido Weck – (seria o 3º colocado, mas sofreram penalização - não leram o Regulamento.).


As vencedoras na Categoria Feminina da Prova Cidade de Canela, Rosmari Testa/Ana Elizabeth Von Mühlen na cerimônia de premiação

Pesquisa e Edição:
Renato Pastro - Arquivo Pessoal

Fontes:
Correio do Povo
Folha da Tarde
Zero Hora
Jornal do Comércio
Agora (São José dos Campos/SP)
Jornal de Jundiaí (Jundiaí/SP)

 

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