• ;
  • ;
  • ;
  • ;
  • ;
Porto Alegre, 22 de novembro de 2017.
Arquivo Histórico

(06/09/1970) A PRIMEIRA VITÓRIA NA CARREIRA DE NERI REOLON
11/01/2006

Pesquisa realizada nos jornais da Empresa Jornalística Caldas Junior

Em um domingo dia 06 de Setembro de 1970, às oito horas da manhã largou o primeiro carro para o I RALLYE DA INDEPENDÊNCIA.
A competição correspondia à sexta etapa do primeiro Campeonato Gaúcho de Rallye de Regularidade e Precisão, sendo uma promoção da Associação Cachoeirense de Automobilismo com a colaboração técnica do CLUBE PORTO ALEGRENSE DE RALLYE – C.P.R.
As inscrições poderiam ser feitas nos clubes filiados a F.G.A.
A ordem de largada dos 27 inscritos foi sorteada pela F.G.A na sede do CLUBE PORTO ALEGRENSE DE RALLYE na rua Felicíssimo de Azevedo 900.

Cinco Equipes estavam na briga pelas principais colocações. Três delas eram de Porto Alegre. As duas primeiras já eram bastante conhecidas: Blue Leaf e Rallye Sul.
A terceira acabava de se formar, com cinco carros, Vega Rallye Team, era a maior de todas.
Formada por antigos componentes do Team Gaúcho de Rallye contava com as seguintes duplas:
Enio Corbellini/Neri Reolon
Werner Spenner/José Rafael Godinho
Roberto Jacobi/Ronaldo Monteiro
Geraldo Goldberg/Francisco Roemmler
Jan Hoogstraten/Vanius Silva


Devido a Jan Hoogstraten estar na organização da prova ele foi substituído por Fernando A. C. Esbróglio.
Do interior estavam as Equipes da AVA - Associação Valesinos de Automobilismo com dois carros - Roland Löw/Clélia Löw e Breno Veeck/Paulo Veeck e o Auto Clube Santamariense, além de uma série de duplas avulsas.
Todos só pensavam em vitória e estavam tranqüilos em um ponto; a expectativa não seria prolongada, pois os organizadores prometiam entregar o resultado no máximo duas horas depois da chegada. (N.R- foi divulgado bem depois, às 23 horas)

Na área “político-desportiva” havia o destaque para uma posição que estava cada vez mais consolidada no Rio Grande do Sul, a liderança nacional em Rallyes. E a Confederação Brasileira de Automobilismo – C.B.A já havia reconhecido este fato, noticiando os estudos para a instalação de sua Diretoria de Rallyes no nosso Estado.
Com a realização desta prova haveria a oportunidade da comprovação desta liderança.

Com largada e chegada em Cachoeira do Sul, o Rallye foi desenvolvido por estradas de terra, ensaibradas e areia deste município e de Encruzilhada do Sul.
Foram 350 quilômetros, a maioria delas de boa qualidade (algumas poucas em más condições), tudo preparado para testar a resistência dos participantes.
A Prefeitura de Encruzilhada do Sul, prestigiando a prova, homenageou os concorrentes com um churrasco durante a neutralização de meio de prova.
A organização da prova esteve muito cuidadosa com os detalhes e os responsáveis prometeram uma continuidade da boa qualidade técnica das outras provas do Campeonato aperfeiçoando muitos detalhes.
Não faltaram aferições, média livre, autocontrole, roteiro detalhado.
A cronometragem da prova foi baseada no Bip da Rádio Guaíba. Atuou também na organização e cronometragem uma equipe de estudantes da Faculdade de Engenharia da P.U.C.
No geral, a única reclamação dos concorrentes foi contra as médias horárias de velocidade consideradas muito baixas durante todo o roteiro.


A dupla Enio Corbellini/Neri Carlos Reolon a bordo do Ford Corcel N° 191 a caminho da sua primeira vitória.

A classificação final foi esta:

Enio Corbellini/Neri Carlos Reolon - N° 191- Ford Corcel - 95 pontos perdidos
Raul Ventimiglia/Gert Funcke - N° 115 - Ford Corcel Cupê - 169 pontos perdidos.
Frederico Trein Neto/Renato Weiler - N° 130 - Volkswagen Sedan - 172 pontos perdidos
Adolfo Erwin Gerhard Goldberg/Francisco Ricardo Roemmler - N° 141 - Volkswagen Sedan - 187 pontos perdidos
Adriano Rocha Soares/Luiz Caldas Milano - N° 113 - Volkswagen Sedan - 211 pontos perdidos
Roberto Rodrigues de Jesus/Yvonoff Braga de Oliveira - N° 119 - 216 pontos perdidos
Jorge Alberto Peixoto de Freitas/Paulo Eduardo Peixoto de Freitas - N° 121 - Volkswagen Sedan - 221 pontos perdidos
Fernando A. C. Esbróglio/Vanius Tadeu Gonçalves da Silva - N° 171 - Ford Corcel Cupê - 226 pontos perdidos
Breno José Veeck/Paulo José Veeck - N° 211 - Volkswagen Sedan - 227 pontos perdidos
10° José Augusto Correa Roth/Oscar Fernando Leke - N° 134 - Ford Corcel Sedan - 228 pontos perdidos
11° Roberto Jacobi/Ronaldo Fróes Monteiro - N° 181- Ford Corcel Sedan - 235 pontos perdidos
12° Werner Spenner/José Rafael França Godinho - N° 131 - Ford Corcel Cupê - 241 pontos perdidos
13° João Carlos Fleck/Paulo Caldas Milano - N° 112 - Volkswagen Sedan - 242 pontos perdidos
14° Roland Germano Löw/Clélia Jaldira Thomasi Löw - N° 217 - Volkswagen Sedan - 246 pontos perdidos
15° Raul Lisboa Bergallo/Cláudio Luis Bohrer - N° 114 - Ford Corcel Cupê - 255 pontos perdidos
16° Carlos Alberto Jung/Manoel Antonio Bohrer - N° 101 - Ford Corcel - 257 pontos perdidos
17° Almeida/Godinho - N° 300 - 283 pontos perdidos
18° Walter Von Maris/Carlos Motta - N° 169 - 319 pontos perdidos
19° Peter Lars Waldemar Kunst/Erich Hermann Püdler - N° 150 - 320 pontos perdidos
20° Justino de Oliveira Mércio/Edmundo de Freitas Pontes - N° 104 - Volkswagen Sedan - 323 pontos perdidos
21° Christiano Rodolfo Nygaard/Ronaldo Cruz - N° 147 - 331 pontos perdidos
22° Nelson Francisco Jochims/Frederico Carlos Leke - N° 123 - 433 pontos perdidos
23° Luiz César Da Poian/Rodrigues - N° 118 - 512 pontos perdidos
24° C. Delacorte/Sidney Paulo Kantorski - N° 250 - 589 pontos perdidos
25° Gracilo/Mascia - N° 287 - 4098 pontos perdidos
Não completaram
- Silvio Ernesto Szewkies/Souza - N° 266
- Eberhard G. Henrique Wapler/Rubem Fehse N° 111 – Volkswagen Sedan

COLUNA "POSTO DE CRONOMETRAGEM" (Por Gert Funcke)

ACONTECEU NO RALLYE

A Equipe de Rallye tem realmente uma boa estrela: Vega.
A sua estréia foi melhor ainda. Dos cinco carros que a compõe, três figuraram no placar: o Ford Corcel N° 191 de Enio Corbellini/Neri Reolon, vencedores do I RALLYE DA INDEPENDÊCIA, o Volkswagen Sedan N° 141 de Geraldo Goldberg/Francisco Roemmler quarto colocado, e o Ford Corcel N° 171 de Fernando Esbróglio/Vanius Silva, oitavo colocado.


Fernando Esbróglio/Vanius Tadeu Gonçalves da Silva da Vega Rallye Team.

A vitória de Enio Corbellini e Neri Reolon vinha pintando há horas. Dos quatro rallyes do Campeonato que eles disputaram, obtiveram o oitavo lugar nas Praias e o quinto lugar em Santa Maria. Em Guaporé foram obrigados a desistir por problemas técnicos. Agora em Cachoeira do Sul, seus esforços foram coroados pela vitória com larga margem sobre os demais classificados.
A “briga” das Equipes está ficando cada vez mais interessante. Dentro de um elevado espírito de cavalheirismo desportivo, quatro equipes se degladiam, lutando pelas melhores classificações. O intercâmbio de informações e material é constante e a “briga” maior ocorre por ocasião da publicação das classificações e dos pontos perdidos, quando a maior arma é a “flauta” que uns tocam nos outros.
Desta vez, resolvemos estabelecer, extra-oficialmente uma classificação por equipes. O critério adotado foi o da média aritmética, isto é somar os pontos perdidos das diversas duplas e dividi-los pelo número de duplas.
Também aqui a Equipe Vega levou a melhor, sendo os resultados os seguintes:

O I RALLYE DA INDEPENDÊNCIA apresentou duas novidades interessantes. Em primeiro lugar, o livro de bordo (planilha de roteiro) entregue aos pilotos se constituiu em um grande auxilio para o trabalho da dupla.
O piloto podia tomar para si a responsabilidade do percurso. Ao navegador cabia “apenas” uma conferência, pois os detalhes vinham repetidos nas instruções de navegação.
Em segundo lugar, a prova especial da chegada agradou em cheio. Apesar de não ser obrigatória todos participaram ativamente. O critério de penalização comparando os tempos ao melhor, também foi bem escolhido.


Raul Ventimiglia/Gert Funcke segundo lugar na prova com o Ford Corcel N° 115

Os melhores carros da Prova Especial, dividida em duas categorias, foram os Ford Corcel.
Na Categoria até 1300 cm³, o carro N° 171 de Fernando Esbróglio com 23 segundos, obteve o melhor tempo.
Na categoria acima de 1300 cm³ a vitória coube a Carlos Alberto Jung com o Ford Corcel N° 101 com cilindrada aumentada.

O roteiro da prova foi bem escolhido, em que pese o pouco tempo que Jan Jacob Van Hoogstraten dispôs para organizá-la. Uma característica interessante foi à existência de apenas uma neutralização intermediaria.
Com isto os navegadores foram obrigados a exercer um melhor controle, pois não havia tempo para revisões no meio do percurso e a troca de informações com os companheiros.
As médias baixas foram justificadas pelo estado das estradas que anteriormente, eram bastante precárias. Poucos dias antes do Rallye, todo o percurso foi patrolado, contribuindo para a excelência do piso que os participantes encontraram no domingo.


João Carlos Fleck/Paulo Caldas Milano na travessia de um riacho

Uma pequena critica quanto ao roteiro. Repetiu-se o fato de São Leopoldo (etapa anterior do campeonato), para o qual já havíamos chamado a atenção na época: Rallye dentro da cidade. Aquela volta em torno de Cachoeira do Sul podia ter sido evitada e o posto de controle N° 12, praticamente no perímetro urbano, poderia ter sido colocado, com vantagem, em outro lugar.

O levantamento foi de grande exatidão. Apesar da melhoria das estradas à última hora, as medidas da maioria dos concorrentes coincidiram muito bem com as aferições dadas.

É de salientar o número de postos de cronometragem. Todos sabem que este é o aspecto fundamental durante a realização de um Rallye. O mais difícil, sempre é reunir uma equipe de confiança, capaz de passar um domingo na estrada para cronometrar os participantes. Estão de parabéns Jan Hoogstraten e a turma que ele conseguiu arregimentar entre seus colegas de Faculdade.

É interessante observar na classificação final a grande margem que separa os vencedores Enio Corbellini/Neri Reolon dos demais colocados. As diferenças entre os restantes classificados são bastante menores. Em especial do 5° ao 16° as diferenças são mínimas, pois os dois extremos que incluem 12 carros estão distanciados de apenas 46 pontos. O índice técnico geral, apesar de muito elevado, demonstra a grande paridade de forças neste grupo de concorrentes.Mesmo os últimos colocados, apesar do grande número de postos de controle (16 entre cronometragem, autocontroles, mais a chegada) tem um número relativamente baixo de pontos perdidos.

“Twinmaster” (este era o pseudônimo usado pelo saudoso Gert Funcke para assinar a sua coluna)

Pesquisa e edição:
Renato Pastro

 

Vem aí

27 de Fevereiro de 2016
42º. Rallye das Praias

» Regulamento Particular
» Ficha de Inscricão

Grupos do Google
Participe do grupo CPR Sócios e Amigos
E-mail:
Visitar este grupo




Apoio

Termotextil
 
               

 

Copyright - CPR - Clube Porto Alegre de Rallye - 2014 | Site desenvolvido pela msmidia.com